segunda-feira, 9 de abril de 2007

A Mário Quintana, de Paulo Roberto Cecchetti


Quando chego bem de noitinha

escuto guisos no breu da varanda;

vem rebolando, jogando as patinhas

com charme, meu Mário Quintana!

Meu gato de nome Mário, é uma expressão poética de amor aos gatos e a Mário Quintana, em forma de livro feito a quatro mãos pelo poeta Paulo Roberto Cecchetti e pelo ilustrador Miguel Coelho, editado pela Traço&Photo, em Niterói, 2005. Como disse Marco Lucchesi na apresentação, um livro que "alcança... todas as idades, todos os jardins e todos os poetas". E me faz pensar em como o gato Mário é um fiel companheiro do autor: Ele fica de plantão/na porta do meu escritório/se o trabalho requer duração/faz dali seu dormitório, como o é também para mim o querido cocker Mel. E você, rara ou raro leitor, tem algum felino ou canino parceiro em suas escritas e/ou leituras? Faça seu comentário.

2 comentários:

esther maria disse...

já tive uma amiga assim, anibal. e hoje é até bom comentar sobre assuntos leves para tentar lavar a alma que está lívida de dor. (morreu eliane stoducto uma das mais profícuas batalhadoras das letras na rede, a quem devo meu template e muita amizade e carinho).
era uma gente cahorra chamada clarice lispector. não dispensava apreciar o pôr do sol e o fazíamos juntas. lia para ela e ela gostava. e sorria. foi a primeira vez que vi uma pessoa cão sorrir. convivemos bons anos, mas ela morreu. deixou uma filha a quem dei o nome de gh, ou seja a paixão segundo gh.

e lembro do gato charles da marly medalha. charles baudelaire. por quem ela chorava quando ele saía pelas noites em busca de suas gatas.

a convivência com eles nos ensina a ser gente. é o que aprendo diariamente.

caso deseje visite cristal prosa e poesia, letra de corpo, papo de botequim , palavras tortas, etc.... beijos e um abraço no paulo

Aníbal Bragança disse...

Esther,
não conheci Eliane Stoducto, mas sinto a dor da perda e a lamento. Irei procurar o que ela fez e deixou na rede.
O Mel também nos sorri quando está feliz conosco, especialmente quando recebe carinhos e atenção.
Não temos a possibilidade, até agora, de compartilharmos com ele as experiências que você refere com relação a clarice ou gh. Mas eu as compreendo. Concordo que a (con)vivência com nossos bichos nos ajuda a crescer.
Que bom você lembrar nossa querida e inesquecível Marly Medalha! Sinto saudades dela e lamento que sua obra ainda esteja em grande parte inédita.
Um abração,
Aníbal