Congressos e outros eventos acadêmicos:
VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação
Tema central: Jornalismo e Meio Ambiente
28 a 30 de outubro de 2008
SESC-Vila Mariana – São Paulo
Promoção e realização:
NCE – Núcleo de Comunicação e Educação da USP, Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Canal Futura, International Institute of Journalism and Communication, de Genebra, Suíça, e SESC- Serviço Social do Comércio de São Paulo
Para participar, mais informações:
www.sescsp.org.br.
Congresso de Estudiosos do Brasil na Europa
19, 20 e 21 de novembro de 2008
Universidade de Salamanca – Espanha
Para participar, mais informações:
http://fundacion.usal.es/estudiososdobrasil/
Lançamento de livro:
22 de outubro, a partir de 18h30
Culturas juvenis no século XXI
Silvia Helena Simões Borelli e João Freire Filho (organizadores)
Editora: Educ (Editora da PUC-SP)
Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – S. Paulo - SP
Mais informações: www.pucsp.br/educ
Conheça os portais:
PNLL – Plano Nacional do Livro e Leitura
Fique atualizado com o que se desenvolve atualmente na área e inscreva-se para receber o Boletim do PNLL. A edição nº 125, de 13 a 19 de outubro já está disponível.
http://www.pnll.gov.br/
Brasil que lê - As notícias sobre livro e leitura no Brasil
http://www.brasilquele.com.br/
e inscreva-se para receber as postagens do blog de Galeno Amorim
E um pedido inusual, da escritora Rosa Amanda Strauz:
"Estou colecionando poemas que falem sobre estrelas (não vale o Bilac .. rsrs).
Se alguém lembrar de um poema lindo com esse tema, manda pra mim?"
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Eventos na área do livro e da leitura no Brasil
5 e 6 de setembro de 2008:
VIII Encontro do Núcleo de Pesquisa Produção Editorial da Intercom
no XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Natal – RN
Mais informações: acesse:
Intercom Núcleo Produção Editorial
http://groups.google.com/group/intercom-nucleo-producao-editorial
Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
www.intercom.org.br
*
9 e 10 de setembro de 2008:
Simpósio: Impressões: Caminhos da Imprensa no Brasil (1808-2008)
Promoção:
Escola de Comunicação (ECO) - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Inscrições gratuitas.
Mais informações:
http://picasaweb.google.com.br/anibalbraganca/ImpressEsSimpSioCaminhosDaImprensaNoBrasil18082008/photo#5238471489789703602 Contato:
extensão@eco.ufrj.br
*
13 a 16 Setembro, 2008:
“História do Livro e da Leitura” - IV Seminário de Teoria e História Literária
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Vitória da Conquista, Brasil
Conferencistas:
Aníbal Bragança (IACS-UFF):
“Antecedentes da instalação hipertardia da tipografia ao Brasil (1747-1808)”
Márcia Abreu (UNICAMP):
“Olhares sobre o romance: a censura portuguesa no século XVIII e início do XIX”
Márcia Arruda Franco (USP):
“Impressos e manuscritos quinhentistas de Sá de Miranda “
Tania Bessone (UERJ):
“A história do livro e da leitura: novas abordagens”
Sheila Moura Hue (Real Gabinete Português de Leitura):
“As duas faces da impressão da lírica dos contemporâneos de Camões”
Coordenação-geral:
Profs. Marília Librandi Rocha e Marcello Moreira
Saiba mais sobre o evento, inclusive como participar:
http://www.sethil.com.br/ivsethil.asp
*
17 a 19 de setembro de 2008
4ª Colóquio: “Relações Luso-Brasileiras: D. João VI e o Oitocentismo”
Realização:
Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras (PPRLB) do
Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro
Coordenação geral:
Profa. Gilda Santos
Inscrições abertas.
Programação completa: acesse
http://picasaweb.google.com.br/anibalbraganca/4ColQuioRelaEsLusoBrasileirasDJoOVIEOOitocentismo Mais informações:
http://www.realgabinete.com.br/#
*
Setembro/2008: Programação cultural da
Academia Niteroiense de Letras (ANL)
sempre às 4as. feiras, 17h.
10: "Letristas da Música Popular Brasileira"
Lauro Gomes de Araújo.
17: “Literatura Brasileira – o Modernismo”
Sávio Soares de Sousa.
24: "A importância da Leitura"
Wanderlino Teixeira Leite Netto.
Rua Visconde do Uruguai, 456 – Centro – Niterói – RJ
Entrada franca. Lugares limitados.
Mais informações: Acesse:
www.academianiteroiense.org.br
*
Estas serão, raro leitor, oportunidades que se nos oferecem para reencontrar amigos e colegas que atuam na área multidisciplinar de estudos sobre livros e leituras, em suas diferentes abordagens. Quem sabe nos encontraremos por lá?
Ainda uma dica: você gosta de visitar ou quer descobrir o universo do YouTube?
Estão disponíveis vídeos da mesa-redonda realizada durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (2007) sobre o livro de Roberto Kahlmeyer-Mertens, Verdade-Metafísica-Poesia – Um ensaio de filosofia a partir dos haicais de Luís Antônio Pimentel, da NitPress, 2007, em que participei, estão disponíveis no YouTube:
Acesse:
http://br.youtube.com/results?search_query=Kahlmeyer&uploaded=w
VIII Encontro do Núcleo de Pesquisa Produção Editorial da Intercom
no XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Natal – RN
Mais informações: acesse:
Intercom Núcleo Produção Editorial
http://groups.google.com/group/intercom-nucleo-producao-editorial
Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
www.intercom.org.br
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9 e 10 de setembro de 2008:
Simpósio: Impressões: Caminhos da Imprensa no Brasil (1808-2008)
Promoção:
Escola de Comunicação (ECO) - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Inscrições gratuitas.
Mais informações:
http://picasaweb.google.com.br/anibalbraganca/ImpressEsSimpSioCaminhosDaImprensaNoBrasil18082008/photo#5238471489789703602 Contato:
extensão@eco.ufrj.br
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13 a 16 Setembro, 2008:
“História do Livro e da Leitura” - IV Seminário de Teoria e História Literária
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Vitória da Conquista, Brasil
Conferencistas:
Aníbal Bragança (IACS-UFF):
“Antecedentes da instalação hipertardia da tipografia ao Brasil (1747-1808)”
Márcia Abreu (UNICAMP):
“Olhares sobre o romance: a censura portuguesa no século XVIII e início do XIX”
Márcia Arruda Franco (USP):
“Impressos e manuscritos quinhentistas de Sá de Miranda “
Tania Bessone (UERJ):
“A história do livro e da leitura: novas abordagens”
Sheila Moura Hue (Real Gabinete Português de Leitura):
“As duas faces da impressão da lírica dos contemporâneos de Camões”
Coordenação-geral:
Profs. Marília Librandi Rocha e Marcello Moreira
Saiba mais sobre o evento, inclusive como participar:
http://www.sethil.com.br/ivsethil.asp
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17 a 19 de setembro de 2008
4ª Colóquio: “Relações Luso-Brasileiras: D. João VI e o Oitocentismo”
Realização:
Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras (PPRLB) do
Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro
Coordenação geral:
Profa. Gilda Santos
Inscrições abertas.
Programação completa: acesse
http://picasaweb.google.com.br/anibalbraganca/4ColQuioRelaEsLusoBrasileirasDJoOVIEOOitocentismo Mais informações:
http://www.realgabinete.com.br/#
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Setembro/2008: Programação cultural da
Academia Niteroiense de Letras (ANL)
sempre às 4as. feiras, 17h.
10: "Letristas da Música Popular Brasileira"
Lauro Gomes de Araújo.
17: “Literatura Brasileira – o Modernismo”
Sávio Soares de Sousa.
24: "A importância da Leitura"
Wanderlino Teixeira Leite Netto.
Rua Visconde do Uruguai, 456 – Centro – Niterói – RJ
Entrada franca. Lugares limitados.
Mais informações: Acesse:
www.academianiteroiense.org.br
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Estas serão, raro leitor, oportunidades que se nos oferecem para reencontrar amigos e colegas que atuam na área multidisciplinar de estudos sobre livros e leituras, em suas diferentes abordagens. Quem sabe nos encontraremos por lá?
Ainda uma dica: você gosta de visitar ou quer descobrir o universo do YouTube?
Estão disponíveis vídeos da mesa-redonda realizada durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (2007) sobre o livro de Roberto Kahlmeyer-Mertens, Verdade-Metafísica-Poesia – Um ensaio de filosofia a partir dos haicais de Luís Antônio Pimentel, da NitPress, 2007, em que participei, estão disponíveis no YouTube:
Acesse:
http://br.youtube.com/results?search_query=Kahlmeyer&uploaded=w
domingo, 17 de agosto de 2008
Waly Salomão (1943-2003) – A saudade e a lição do poeta
(...)
JMJ - Você disse em certo texto que “saudade” era uma palavra a ser banida do dicionário. Que tipo de relação você mantém com o passado?
WALY – Eu acho que não há uma simbiose assim tão perfeita entre o poeta e a pessoa. Marcel Proust já falava isso. Quer dizer, o escritor é diferente do ser social. No momento em que se está escrevendo, o que move a pessoa a escrever é diferente da vida corriqueira. É como se o escritor fosse uma construção.
Por exemplo, quando você me diz isso da saudade, é também um sentimento de Waly e do poeta. Afinal de contas, eu não tenho essa vida assim tão separada da poesia. Mas me assombrou o termo “banido”, porque aí se vê o um lado terrorista, quase de explosão, como um sentimento.
Há dezenas de pessoas que falam que a palavra da língua portuguesa que não existe em outras línguas é “saudade”. Quer dizer, então, que eu quis realmente dinamitá-la Por isso eu estou me chamando de terrorista. Dinamitar um sentimento do senso comum tão estabelecido que chega até às raias da mitologia. As pessoas falam como se nenhuma outra língua tivesse uma palavra que exprimisse essa sensação. O que está longe de ser verdade, é uma grande mentira.
Muitas outras línguas têm palavras que expressam uma sensação semelhante ao conjunto de sensações englobadas pela palavra “saudade”. Isso não é próprio do português, nem do brasileiro. Então, para que ficar amarrando a nossa burra, a nossa bula, o nosso cavalo nesse mourão da saudade portuguesa? Temos que inventar a mistura que deu no Brasil. Temos que inventar outras saídas bastante originais, fortes e enérgicas para o mundo.
JMJ – Quando você fala, Waly, dá a impressão de que aí tem uma divisão.
WALY – (risos) Eu falo por entre as divisões, eu acho. É nos interstícios delas, é nas frestas delas. Mas, principalmente, eu sinto por entre. Primeiro que eu já começo no meio das coisas, não é? E, de repente, afasto umas divisões e me aproximo de outras.
O poema em que fala em saudade não por acaso se chama “Ars poética, operação limpeza”. E a epígrafe que eu uso nele é de um dos maiores poetas portugueses de todos os tempos, Sá de Miranda: “assim me tem repartido/ extremos que não entendo”.
A epígrafe já mostra essa divisão, mostra um poeta que se sente doloridamente dividido por extremos, não pelo mediano. Um poeta que nem entende esses extremos que ele é. Mas o que digo que abomino na palavra “saudade” é a meleira, que eu chamo no poema de “enxurro”. (...)
(...)
JMJ – O “paraíso artificial” de Waly é espreguiçar nos braços dos livros?
WALY – É, nisso eu cumpro o verso de Castro Alves que diz “Livros à mancheia”. O que não dá na contracultura ou no movimento hippie é esse culto à ignorância. Eu preciso ler, ler, ler... É como se não me bastasse, como se não tivesse ponto terminal. O meu veículo, o meu ônibus, não tem ponto terminal. Então, estou sempre atrás de novas camadas de leituras, de interpretações do mundo, pois não há uma interpretação finalista do mundo. Eu estou sempre em movimento, buscando novas significações, novos sinais. Eu acho que é assim que o homem tem que ser.
(...)
JMJ – Como Waly vê o autor na divulgação de sua obra? O autor como “marketeiro” de si mesmo?
WALY – O livro está pronto, lavo as minhas mãos. Eu acho que quando se está fazendo um poema não se é um mercador, pois o poema está sendo desdobrado na sua inteireza, na sua pureza, na sua autonomia em relação ao real. Mas, depois do livro pronto, aí já é um objeto, é uma mercadoria no balcão em meio a tantas outras mercadorias. Então, propugno que o autor – e é o que eu faço, ou tento fazer – arregace as mangas e vá vender seu peixe como uma mercadoria como outra qualquer. Isso não o desmerece.
(...)
JMJ – Como fica o “poeta-divulgador” diante dos meios de comunicação de massa, diante da indústria cultural?
WALY – Claro que não vai ter o mesmo aparato mercadológico, competitivo, de um livro de um Paulo Coelho, ou de um livro de um Jorge Amado, de um Umberto Eco. Apesar de tudo, eu acho uma grande alegria, tenho um grande contentamento quando uma pessoa traz um livro meu e pede um autógrafo.
O Jornal do Brasil publicou a resenha do meu livro agora no início de junho. Isso foi muito bom. Eu sou “milionário de contradições”, na expressão maravilhosa de Oswald de Andrade, porque eu mesmo, quando vejo aquela fila enorme que tem tido nos meus lançamentos, fico penetrado de uma sensação de que a pessoa que despendeu 12 ou 15 reais para comprar meu livro vai se decepcionar. Então é muito gratificante. As pessoas que vêem o livro tiram esse ou aquele cabaço da cabeça. Então, eu vejo que a poesia tem essa função ativa no mundo também.
Entrevista concedida a José de Mello Junior (junho de 1996), in Livro Aberto, ano I, nº 1, S. Paulo, agosto de 1996, p. 14-19.
Na busca de recuperar e recolocar em circulação certos textos que ficaram preservados, mas talvez “sepultados” em impressos esgotados, rara leitora, oferecemos excertos de uma entrevista concedida pelo poeta, músico e letrista Waly Salomão, que certamente irá contribuir para nossas discussões e reflexões sobre o ler, escrever e publicar.
Waly Salomão, autor de sucessos inesquecíveis da música popular brasileira, teve uma breve, mas marcante, experiência no Ministério da Cultura, como Secretário Nacional do Livro e da Leitura, no início do primeiro governo de Lula e da gestão do ministro Gilberto Gil, de quem era amigo pessoal. Faleceu pouco tempo depois de ter tomado posse, deixando projetos inacabados e perplexos e tristes muitos de nós, seus admiradores. A seguir, abriu-se um conturbado período na área que dirigira no Ministério da Cultura, que lamentavelmente demorou a se encerrar.
Para saber mais sobre a vida e a obra de Waly Salomão:
Uol Música:
http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/waly-salomao.asp
Jornal de Poesia:
http://www.jornaldepoesia.jor.br/wsalomao.html#heloisa
Jornal Poesia Viva:
http://www.uape.com.br/poesiaViva24/poesia_wally.htm#alto
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