Mostrando postagens com marcador Livraria Ideal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livraria Ideal. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Para o mesmo encontro na Ideal, um novo convite


A Editora Edusp colocou em seu site http://www.edusp.com.br/listaconvite.asp#20091107 o convite acima, criado por Cinzia de Araújo e Fernando Ogushi, que estendemos a você, raro leitor. Até lá.

Se não puder comparecer e desejar adquirir o livro diretamente à Edusp, acesse:
http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=411519

domingo, 1 de novembro de 2009

De volta à atividade com uma boa notícia


Rara e raro leitor,
após tanto tempo sem trazer-lhes notícias, retorno ao convívio com o convite para um encontro no tradicional Calçadão da Cultura da Livraria Ideal, em Niterói, no próximo sábado, dia 7, quando serão apresentadas as novas edições dos livros Livraria Ideal, do cordel à bibliofilia, em caprichada edição da Edusp e Com-Arte, e do clássico do mestre Israel Pedrosa, Da cor à cor inexistente, em sua 10ª edição, comemorativa, agora a cargo da excelente editora do Senac.
Estará também disponível o último livro de ensaios do mestre da cor, que inclui um belo texto sobre Monteiro Lobato e a questão modernista.
Será uma oportunidade para encontros e reencontros entre amigos em torno de livros.
Quem sabe nos veremos lá?

Para saber mais sobre o livro Livraria Ideal, acesse a entrevista concedida à Rádio Usp, no programa Sala de Leitura, apresentado por Jorge Vasconcelos; está apresentada em dois programas de 5 minutos:

1a. parte (5'):http://www.radio.usp.br/programa.php?id=80&edicao=091020
2a. parte (5'):http://www.radio.usp.br/programa.php?id=80&edicao=091022

E aproveite para colocar o programa entre seus favoritos.

domingo, 6 de julho de 2008

Sávio Soares de Sousa, Rapsódia para sanfona

Sanfona, mostra que és boa,
dá-me agora um empurrão:
minha trova é uma canoa
rumo aos rios do sertão.

Sanfona bem afinada,
baixa o tom, sobe um bemol:
minha trova é uma jangada
com a vela inchada de sol.

Maquinista à moda antiga,
para engrenar vida nova,
ponho um truque de cantiga
nos trilhos da minha trova.

A poesia só funciona
Se for humano o motor:
- minha trova é de sanfona
dispensa o computador.

Nem Dom Juan, nem Casanova,
simplesmente um trovador,
nas entrelinhas da trova
sopro recados de amor.

Sobre o silêncio onde acampo
dos meus sonhos a legião,
minha trova é um pirilampo
que pontilha a escuridão.

Se o coração se entedia,
não desço ao fundo da cova:
subo ao monte da Poesia
no fusca da minha trova.

Por ser o molde perfeito
do que o povo anda a cantar,
a trova tem todo o jeito
da cantiga popular.

A trova soa bem leve,
porém se torna mais rica,
no estilo em que Heine escreve
com as gafes que Freud explica...

Cartas de amor... Campo-santo
de um sonho amarelecido...
No tempo, diziam tanto!
Agora, não têm sentido!

Caro Poe, desculpa o estorvo,
- não sei se é tédio ou esplim...
Mas vê se enxotas o corvo
que pousou dentro de mim!

Dizia Dante Alighieri,
ou, talvez, um outro autor:
- Não há prazer que supere
um sofrimento de amor.

Não vejo por onde escapes
a esta lei, clara e sucinta:
Deus traça o destino a lápis
e és tu que o cobres com tinta...

Leitor, o livro, em verdade,
é seu. Pertence a você.
O autor só fez a metade.
Autor do resto... é quem lê.

Sávio Soares de Sousa, Rapsódia para sanfona. Niterói: Traço&Photo Editora, 2008, 62 p. Capa com ilustração de Miguel Coelho.

Esta seleção de trovas, quadras ao gosto popular como lhes chamou Fernando Pessoa, foram retiradas do livro Rapsódia para sanfona, lançado ontem, sábado, no Calçadão da Cultura da Livraria Ideal, em Niterói (telefone 55-21-2620-7361), do poeta, jornalista, crítico, advogado, Promotor e Procurador de Justiça, Sávio Soares de Sousa, primeiro presidente do Grupo de Amigos do Livro (hoje Grupo Mônaco de Cultura), que tanto realizou em favor da vida literária fluminense. E, continua, como se vê, a enriquecer, com mais este livro aparentemente singelo. E belo.

domingo, 17 de junho de 2007

Grupo Mônaco de Cultura faz 50 anos




Aos dezesseis dias de junho de 1957, às 12 horas, na sede da Livraria Ideal, à rua Visconde do Rio Branco, 239, presentes numerosos intelectuais, escritores e “sebistas” da Invicta, foi constituído, por proposta do Sr. Manoel Martins, concretizando velha aspiração dos homens de letras de Niterói, e dos donos da citada livraria, Silvestre e Emílio, o Grupo dos Amigos do Livro, que tem por finalidade precípua a difusão cultural por meio de palestras e bate-papos periódicos sobre coisas de cultura, inclusive a compra à vista ou a prazo, de maior ou menor quantidade de livros, novos ou usados. Para constar, lavrei a presente ata, que será assinada pelos presentes, na forma tradicional. Em Niterói, 16 de junho de 1957.

Esse foi o marco inicial de um grupo que se constituiu festiva e informalmente em torno dos livreiros, de origem italiana, Silvestre Mônaco e Emílio Petraglia, fundadores da Livraria Ideal, em Niterói, Rio de Janeiro, e que ontem, sábado, 16 de junho, sob a atual direção do filho de Silvestre, Carlos Mônaco, completou 50 anos de contínuas atividades.

O primeiro “presidente” do Grupo, que redigiu a ata de fundação, o advogado, jornalista e poeta Sávio Soares de Sousa, relembrou sua história em bela palestra, e a seguir autografou seu último livro O canibal arrependido, editado por Paulo Roberto Cecchetti.

Com a presença do atual “presidente”, Luís Antônio Pimentel, poeta, jornalista e “enciclopédia viva da cidade”, foi relembrado também o economista e poeta Juvenille Pereira, que sucedeu a Sávio em 1975, quando o Grupo passou a se chamar Grupo Mônaco de Cultura, e que se manteve na “presidência” até falecer, em 1978, quando foi sucedido pelo “presidente” atual.

As comemorações, que mereceram inclusive um livreto de 16 páginas, produzido por Márcia Queiroz Erthal (projeto gráfico) e Luiz Augusto Erthal (direção editorial), com apresentação de Márcia Pessanha, editado pela NitPress, com toda a programação e a crônica “Começou assim...”, de Sávio Soares de Souza, vão estender-se. Em 29 de junho será inaugurada na Biblioteca Estadual de Niterói a “Exposição Fotográfica e Registros Jornalísticos”, com o acervo de Carlos Mônaco, referentes aos 50 anos de atividades do grupo, quando Sávio Soares de Sousa proferirá palestra sobre "O Grupo Mônaco e sua importância no movimento cultural de Niterói". O evento conta com apoio de Glória Blauth (diretora da Biblioteca) e do Cenáculo Fluminense de História e Letras e tem como organizadoras Márcia Pessanha, Liane Arêas, Edel Costa e Lúcia Motta.

A trajetória do imigrante Silvestre Mônaco, de engraxate a livreiro, foi o fio condutor da construção da obra Livraria Ideal, do cordel à bibliofilia, da lavra deste neoblogueiro, editada por Pasárgada e EdUFF, em 1999, com capa e projeto gráfico de Cassiana Rangel, atualmente esgotado, mas que está em processo de reedição pela Edusp. O texto reproduzido acima está na p. 145.